sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
O maio
O maio carrega-se da cor da terra
Maio moço, maio fresco
Maio dos sorrisos dos
nós, homens e mulheres
Que gritam liberdade
ainda, a de abril
As maias são do campo
e das giestas
São, naturalmente
belas
Brancas e ou amarelas
Fazem festas ao povo
Dão vida e cor à nossa e tua paisagem
Alimentam as veias dos poetas
Ditam o verso da liberdade
Escreve-se o seu nome sem medo
O mês de maio, é o mês maio
Precedendo o abril, sempre a festejar
Viva o mês de maio
mais as suas maias a bailar!
1 de maio de 2014
Lúcia Vieira
quarta-feira, 30 de abril de 2014
A dança da lua
A noite estava
límpida e era a noite do baile lunar
A lua, moça jovem e
decidida
Vestiu-se a rigor com
um vestido dourado
Mantado pelo manto de
seda avermelha
Debruado a cetim amarelado
Envolta nesse vestido
e em seus longos cabelos encaracolados da cor do oiro
A lua estava linda!
Muito linda!
Iria surpreender todas as estrelas, na certa
Saiu da sua casa cheia, e cheia de alegria
Subiu para a charrete com ajuda do quarto crescente
Esticou a corda com suavidade e os elegantes cavalos
vestidos a rigor
Soltaram-se numa caminhada ritmada pelas pedras da calçada
Em direção ao salão
do universal, onde o baile tinha lugar
Chegou!
Deslumbrantemente naquele vestido de seda fina
E descalça desceu elegantemente
da charrete
Pela mão do seu outro
grande amigo luar
Seu grande amigo e ali seu par
Enquanto o quarto minguante se vestia, na sua maior lentidão
Finalmente apareceu!
Envergando o seu fraque em forma de meia-lua
Delicadamente, tomou-lhe a mão e levou-a para o centro do
salão
e começou a dança
romântica de movimentos redondos
Uma de Johann Strauss
e como se fossem penas,
Voaram e correram o salão do universo sem parar
Com a felicidade máxima de lua cheia de juventude e alegria
Estava linda e feliz
a moça Lua
Naquela noite a Lua
era de abril, da Liberdade
18/04/2014
L. Vieira
terça-feira, 11 de março de 2014
As papoilas
Muitas papoilas crescem agora espontaneamente nos passeios estreitos de todas as ruas perto da minha casa.
São vermelhas e fazem-se acompanhar de imponentes malmequeres e vigiadas pelas viçosas margaridas que floriram nos quintais, querendo segredar a todos que por ali passam que a liberdade está a chegar.
As papoilas dizem coisas que mais ninguém nos diz.
Com o seu redondinho olhar dos seus negros olhos captam os mistérios da vida a crescer.
São frágeis as papoilas, pelo menos, parece quando lhe tocamos e o vento as empurra para lá e para cá, numa dança de ventre e parece nos que vão cair.
As papoilas são valentes e destemidas
São orgulhosas da sua frescura e ciosas da sua liberdade
Desaparecem rapidamente mas deixam a saudade da sua vermelhidão que embelezam a minha e as vossas ruas mesmo.
As papoilas são para mim um símbolo de liberdade que se unem em grandes grupos para não se deixarem tombar e quando se tombam umas, outras se erguem, das sementes que deixaram cair de si para teimosamente continuarem a lutar pela conquistada liberdade.
As papoilas são a força da natureza a sorrir, os baloiços da esperança e da razão determinada que faz as crianças correr para elas, para as apanhar para não perderam a paixão da unidade e da liberdade!
A liberdade nasce e cresce espontaneamente como uma papoila!
Sejamos como as papoilas!
Lúcia Vieira
11/03/2014
Muitas papoilas crescem agora espontaneamente nos passeios estreitos de todas as ruas perto da minha casa.
São vermelhas e fazem-se acompanhar de imponentes malmequeres e vigiadas pelas viçosas margaridas que floriram nos quintais, querendo segredar a todos que por ali passam que a liberdade está a chegar.
As papoilas dizem coisas que mais ninguém nos diz.
Com o seu redondinho olhar dos seus negros olhos captam os mistérios da vida a crescer.
São frágeis as papoilas, pelo menos, parece quando lhe tocamos e o vento as empurra para lá e para cá, numa dança de ventre e parece nos que vão cair.
As papoilas são valentes e destemidas
São orgulhosas da sua frescura e ciosas da sua liberdade
Desaparecem rapidamente mas deixam a saudade da sua vermelhidão que embelezam a minha e as vossas ruas mesmo.
As papoilas são para mim um símbolo de liberdade que se unem em grandes grupos para não se deixarem tombar e quando se tombam umas, outras se erguem, das sementes que deixaram cair de si para teimosamente continuarem a lutar pela conquistada liberdade.
As papoilas são a força da natureza a sorrir, os baloiços da esperança e da razão determinada que faz as crianças correr para elas, para as apanhar para não perderam a paixão da unidade e da liberdade!
A liberdade nasce e cresce espontaneamente como uma papoila!
Sejamos como as papoilas!
Lúcia Vieira
11/03/2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Estás a chegar ó primavera?
Com as pétalas de malmequeres
Vou semear a primavera!
Vou ouvir as papoilas chegar
Vou por elas e com eles
Vou -me deixar levar!
Vou- me encantar, vou-me perfumar
Vou ficar inebriada sem fugir do meu lugar
Pelas suas sépalas e caules vou viajar
Vou fazer um breve sono
Nelas e neles vou -me deixar perder
Para os malmequeres nas primaveras
Voltar a semear e ouvir as papoilas a chegar
Vou descalça!
Vou com pressa!
Vou apanhar malmequeres!
Está a chegar a primavera!
Aqui, ao cantinho do meu quintal!
Lúcia Vieira
23/02/2014
Com as pétalas de malmequeres
Vou semear a primavera!
Vou ouvir as papoilas chegar
Vou por elas e com eles
Vou -me deixar levar!
Vou- me encantar, vou-me perfumar
Vou ficar inebriada sem fugir do meu lugar
Pelas suas sépalas e caules vou viajar
Vou fazer um breve sono
Nelas e neles vou -me deixar perder
Para os malmequeres nas primaveras
Voltar a semear e ouvir as papoilas a chegar
Vou descalça!
Vou com pressa!
Vou apanhar malmequeres!
Está a chegar a primavera!
Aqui, ao cantinho do meu quintal!
Lúcia Vieira
23/02/2014

domingo, 2 de março de 2014
Para uma amiga vitoriosa e corajosa
Há já cinco anos !
O que importa ?
O que importa não é saber que tempo já passou
O que importa não é saber em que momento da vida
estás
O que importa é teres coragem da nova vida
enfrentares
O que importa é que aprendeste a viver de forma
diferente
O que importa é continuares a ser feliz
O que importa é mesmo reverter
O que importa é teres revertido
O que importa é não desistir de nada
O que importa é ser firme e perseverante na fé e
na força que Deus te dá
O que importa é não perderes a coragem nem a determinação
O que importa é teres a mesma alegria que sempre
tiveste
O que importa é mesmo ter-se um dia de cada vez
O que importa é teres sempre tempo mesmo que para
recomeçar
O que importa é fazeres uma vida tranquila
O que importa é renovares diariamente,o
acreditar
na esperança e na fé sem nunca a perderes do
sentido do teu olhar
O que importa é mesmo acreditares em ti ,nos
amigos e familia
O que importa é pensares com clarividencia e
lucidez
O que importa é poderes encontrar os teus novos
prazeres
O que importa são mesmo as coisas simples da
vida
e que estão perto de ti e que tu vês
O que importa é teres sempre a capacidade para
bordar
pintar,escrever, ler, ensinar ou mesmo mais nada
senão mesmo,simplesmente, só pensar e contemplar
O que importa é continuares a ser capaz de dominar
o negativo
O que importa é teres todos os dias a alegria de
pensares só o positivo
O que importa é teres aquela energia para
te abraçares a ti
mesma ou qualquer outra coisa que te dê interesse
ou gostes
O que importa é continuares a fazer todas as coisas
que te interessem, com entusiasmo,prazer e gosto
O que importa não é o muito ou o pouco,
O que importa é às vezes o quase nada
O que importa é que continuar sempre a olhar
a vida como um novo desafio a sorrir e sem
tristeza
O que importa é começar sempre o novo dia com
esperança e e alegria
O que importa é um dia de cada vez sem pressa e sem
ansiedade
O importa é teres sempre aquela forte garra da
leoa
que há dentro de ti e te dá a força merecida para
viver !
Viver sempre feliz!
Isto é o que importa para ti !
Isto é o que para nós importa,
ver sempre em Ti
Lúcia Vieira
20/02/2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Memórias
Há em Chaves mui nobres pessoas
pessoas do ontem, do hoje e do agora
Que carregam consigo a história
dos defeitos que alguns lhe puseram
porque lhes falta a memória
dos bons feitos dos de antigamente
e julgados ingloriamente …
15/01/2014
L. V.
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