sexta-feira, 9 de maio de 2014

Iluminai! Iluminai!
Ponto de luz
Um ponto
Outro ponto
Uma luzinha
Outra luzinha
Conjugados e unidos
Formam um ponto de luz
Na ponte dos caminhos
Com a iluminação e de Iluminado
Como um letrado sem lição
Iluminai os cegos da cegueira política
Deixai a malta ser feliz
Deixai a luz brilhar nos meus ou nossos olhos
E só a felicidade dominar
Deixem – me apenas ser  eu ,ser Feliz!
 24/03/2014

 L.Vieira 

Poligamia

Poligamia
Eram Seis papoilinhas, encarnadas
Nasceram entre as pedras da calçada
E o poste da luz num passeio,
Circundante da estrada nacional
 Bastante frequentado
E quando já estavam crescidas
Olhavam o mundo com seus olhitos negros
Usavam vestidinhos de veludo encarnado
Com decotes arrojados e saltos altos
Elegantes lá estavam  
Dias e dias as seis Papoilinhas
Numa conversa animada
Foram abordadas ousadamente
Por cinco Malmequeres
Namoradeiros e branquinhos  
Cortejando-as uma a uma
O primeiro disse:
-Eu gosto de ti
Depois o segundo disse:
- Eu gosto de ti
 O terceiro disse:
- Eu gosto de ti  
 O quarto disse:
- És muito bonita, gosto de ti
O último falou para as duas últimas papoilas
E numa vozinha arrastada disse:
- Eu gosto das duas
O malmequer viveu uma vida de poligamia
Todos viveram felizes para sempre
Mas o malmequer polígamo
Não teve Papoilinhas 
Nem malmequerzinhos
Uma consequência da consequente opção!
8/05/2014
Lúcia Vieira
 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Voar

Voar!
Voar já não é só coisa de aves
Hoje, em dia tudo voa
Já nada me espanta
Nesta era especial
Voa o papel
Voam as folhas
Voam os eurinhos 
Do bolso dos portugueses
Com a ajuda do Dr. Pedro P Coelho 
E da Troika, sua inspectora atenta,
Disciplinada e rigorosa
Mais a sua usura e avareza
Tudo nos querer em tirar
Euros, pele, couro e cabelo
Para os “alemães” enriquecer
Ai, a esses sim, nada lhes voa
Antes pelo contrário  
Muito atentamente
Tudo trazem controlado
Sem um beliscão
Ou sem um descuidinho
Lá vão os nossos euros 
Tlim, Tlim,Tlim a voar  para os seus bolsinhos

05/05/2014

Lúcia Vieira 

Em maio pintam as cerejas

Em maio pitam as cerejas, na terra quente
Esse carnudo e saboroso fruto
É primavera ainda
Nos campos e serranias as carquejas e urzes
Continuam a sorrir apesar da secura
Para nuvens das gentes aí espalhadas
Nas searas de trigo serôdio
 As papoilas já dizem da liberdade
Dizem os segredos em surdina, os guardados
Contam a verdade de um povo
Em maio saltam os gafanhotos aflitos
Com os lagartos a rastejar de pescoceira, hirtos
Das palavras que nos jornais se escreveram
Os versos de uns poemas esquecidos
Nas folhas de uma figueira seca
De um poeta desconhecido mas distinto
Enegrecida está a figueira pelo tempo e pelo desgosto
Ultrapassada pelas cerejas que já pintam na cerejeira
Quando  já estiverem redondinhas e vermelhinhas 
Vou fazer uns brincos de princesa
Para usar  nas orelhas na festa, que vem aí
Redondinhas, carnudas e apetitosas
Vou -as trincar numa tarde quente de primavera
Contigo a meu lado a olhar o mundo
Em maio pintam as cerejas!
 07/05/2014

 Lúcia vieira 

sábado, 3 de maio de 2014

O amanhecer

 Acordei sem sono
 Ergui-me e abri uma janela
Vi o sol a espreitar por ela
Era o dia 3 de maio a acordar
Espreguicei-me com firmeza
Mas os ossos se queixaram, rangeram
Então, lavei a cara para ficar mais acorda
Acordei definitivamente de madrugada
Ao pé da vidraça da cozinha
Fiquei sossegadinha
A ouvir os pássaros
E eles acordaram barulhentos  
Estavam desassossegados
Andam num virote
De telhado em telhado saltitando
Levam um lembrete no bico
Andam a espalhar
Que amanhã é o dia da Mãe!

3 de  maio 2014

 Lúcia vieira

sexta-feira, 2 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O maio
O maio carrega-se da cor da terra
Maio moço, maio fresco
 Maio dos sorrisos dos nós, homens e mulheres
 Que gritam liberdade ainda, a de abril
 As maias são do campo e das giestas
 São, naturalmente belas
Brancas e ou amarelas
Fazem festas ao povo
Dão vida e cor à nossa e tua paisagem  
Alimentam as veias dos poetas
Ditam o verso da liberdade  
Escreve-se o seu nome sem medo  
O mês de maio, é o mês maio
Precedendo o abril, sempre a festejar
 Viva o mês de maio mais as suas maias a bailar!

1 de  maio de 2014

 Lúcia Vieira