O maio é grande e tem muita pinta!
As cerejas já pintam, por aí!
No mês de maio, as mães estão, pintam ,ainda mais felizes!
Os filhos fazem-lhes festas e festinhas com muitos, muitos beijinhos, alguns
bouquets de lindas flores,caixas de chocolates e frascos de perfumes ,
em singelo ,a dobrar e ou a triplicar, sempre uma carrada de mimos!
Miminhos bons!
Os beijos, esses, são cheios de mel e ternura,
são docinhos e enchem de orgulho , a alma das mães , as nossas !
Os beijinhos que em maio recebemos, saboreámo-los sempre com um
carinho especial e magia, como em cada dia!
Mas também é seguro dizer,
que com eles ficamos ainda mais carinhosas, inebriadas de doçura e o
coração cheio de mais amor,
e relembramos, emotivamente ,o dia em fomos mães ,
daqueles beijos tão ternos
Eles dão-nos o amor que colocamos sempre entusiasticamente no nosso
dar e no nosso receber.
Com toda a ternura recebida e dada dos filhos ficamos babadas, babadinhas!
Felizes! Muito felizes!
O maio faz e traz muita felicidade a muita gente, por motivos variados.
É um mês muito colorido, pintadinho
pelos pontinhos vermelhos das papoilas e das cerejas,
dos amarelos das maias e malmequeres,
dos roxos do rosmaninho e alfazema,
dos brancos das estevas e malmequeres brancos,
dos diferentes verdes das folhas que a primavera renovou.
Em maio as searas, já estão frondosas!
Nelas as papoilas cantam e dançam, os sorrisos que elas merecem!
Nas cerejeiras coram de satisfação as cerejas
orgulhosas da sua cor rubi e já do seu doce sabor
Os passarinhos, esses cantam alegres e orgulhosos,
dão gargalhadas pelos seus novos ninhos,
os lares , abrigos dos futuros filhinhos.
Voam mais felizes e com muita leveza, também!
No mês de maio, mês das maias,
às giestas e às flores roxas das abelhas,
podemos vislumbrá-las, em grandes extensões ,
e assemelhá-las às colchas de seda estendidas
nas janelas ou no chão em dias de religiosa procissão
onde se destaca o bordado cuidadoso e perfeito,
cravado sem agulha pelo fio branco ,amarelo e roxo das flores amarelas,
brancas e roxas que nasceram livremente da primavera
Em maio a natureza tem pinta, deslumbra nos com todo o seu encanto
Natural e com o invulgar colorido e perfume!
As árvores de fruto, que já estiveram floridas,
enchem-se em maio , de frutos verdinhos
que amadurecerão nos meses que se seguem, de verão
e encherão as cestas e as prateleiras dos supermercados.
Então a fartura imperará! Imperará só para alguns!
O maio é grande e tem muita pinta!
E as cerejas continuarão a pintar até finais de junho,
a fazer as suas corridas pelos mercados
e nas bermas das estradas, cheias de ervas e sem cantoneiros, por lá.
Aparecerão vaidosa e corajosamente, em tamanhos grandes e pequeno
Dentro de lindas canastras vestidas de cartão, madeira ou plástico,
envergando , espera - se, sempre a faixa da sua origem !
O seu preço justo pinga, ou não!
Mas, o lucro, só pinga para alguns, pela certa!
O trabalho, também, só pinga para alguns!
O sabor só pinga para alguns, não tenho dúvidas!
O maio é grande e tem muita pinta, já não sei se sim se não!
Por todo o lado e nos jardins, principalmente, há flores de mil formas e cores!
È como se a primavera não terminasse nunca!
O maio é grande e tem muita pinta!
Muita pinta tem o maio e é grande!
Tem 31 dias e o salário para alguns não pinga, nem pinta!
É como as cerejas para uns pintam, outros não!
Em maio pintam, em grande, de todos os gostos políticos, as promessas com
pinta, ou não!
Obs. (Eu também os recebi muitos beijinhos e confesso foram gostosos, muito gostosos mas desta vez não os dei à minha querida mãe. Estava longe, só geograficamente, mas pensei nela com muito carinho, dei-lhe beijinhos no pensamento, como se estivesse ali ao pé dela juntinha à sua face!)
08/05/2015
Lúcia Vieira
sábado, 9 de maio de 2015
quinta-feira, 19 de março de 2015
Hoje, dirijo-me a todos os pais para vos desejar um Feliz dia !
Eu tenho o coração apertado e prisinoeiro da saudade!
Foi há dez anos nenos oito dias que o meu pai partiu sem se despedir de mim
Perdeu a vida num acidente e morreu sozinho
Nem sei qual foi o seu grito final!
Só sei que ele me amava e eu a ele
O meu pai não era muito dado a festinhas, nem colos, era um homem duro e mouro do trabalho, muito responsavel , critico, sério e honesto um belo homen de silhueta alta e elegante de olhos azuis cor do céu, onde deve estar a olhar por mim . Foi nestes valores que me e nos criou e educou com a minha mãe , uma mulher decidida determinada forte e corajosa para que nada faltasse aos seus filhos O meu pai era inteligente, prudente e educado mas ninguém ousasse beliscar seus filhos!O meu pai tudo fazia pelos seus filhos eu e meus irmãos!
O meu pai andava sempre de cabeça erguida com vaidade, às vezes usava um boné principalmente qaundo ficou quase careca e grisalho.
Eu seique o meu pai anda sempre a pensar em mim e nos seus outros tres filhos, apesar de lá, lá, onde chamam céu e eu não o ver mas sinto:
Ele está em mim ainda como se fisicamente me abraçasse e levasse diariamnet ao café ao fim das refeiçoes para a bica , o expresso o simbalino que ele tanto adorava:O meu pai adorava café bom e curto e tinha por ele um vicio danado por café. Vinha-lhe da sua mae , minha avó uma tripeira de olhos azuis do Porto , que conquistou o coração duro do meu avô, um abastado agricultor, homem de caça, de negócios e boémio também, onde ela estivesse,estava a cafeteira do café
Eu amo meu pai e ainda me faz muita falta me ajudar a viver e para me levar ao café!
Pai! Se me perguntas onde te tenho guardado ,eu respondo-te: Estás aqui!Onde eu estou, tu estás Estás em mim ! No meu coração que é teu prisioneiro sem liberdade de partir!
Beijo-te Pai ! Beijo-te!
19/03/2015
Lúcia Vieira
Eu tenho o coração apertado e prisinoeiro da saudade!
Foi há dez anos nenos oito dias que o meu pai partiu sem se despedir de mim
Perdeu a vida num acidente e morreu sozinho
Nem sei qual foi o seu grito final!
Só sei que ele me amava e eu a ele
O meu pai não era muito dado a festinhas, nem colos, era um homem duro e mouro do trabalho, muito responsavel , critico, sério e honesto um belo homen de silhueta alta e elegante de olhos azuis cor do céu, onde deve estar a olhar por mim . Foi nestes valores que me e nos criou e educou com a minha mãe , uma mulher decidida determinada forte e corajosa para que nada faltasse aos seus filhos O meu pai era inteligente, prudente e educado mas ninguém ousasse beliscar seus filhos!O meu pai tudo fazia pelos seus filhos eu e meus irmãos!
O meu pai andava sempre de cabeça erguida com vaidade, às vezes usava um boné principalmente qaundo ficou quase careca e grisalho.
Eu seique o meu pai anda sempre a pensar em mim e nos seus outros tres filhos, apesar de lá, lá, onde chamam céu e eu não o ver mas sinto:
Ele está em mim ainda como se fisicamente me abraçasse e levasse diariamnet ao café ao fim das refeiçoes para a bica , o expresso o simbalino que ele tanto adorava:O meu pai adorava café bom e curto e tinha por ele um vicio danado por café. Vinha-lhe da sua mae , minha avó uma tripeira de olhos azuis do Porto , que conquistou o coração duro do meu avô, um abastado agricultor, homem de caça, de negócios e boémio também, onde ela estivesse,estava a cafeteira do café
Eu amo meu pai e ainda me faz muita falta me ajudar a viver e para me levar ao café!
Pai! Se me perguntas onde te tenho guardado ,eu respondo-te: Estás aqui!Onde eu estou, tu estás Estás em mim ! No meu coração que é teu prisioneiro sem liberdade de partir!
Beijo-te Pai ! Beijo-te!
19/03/2015
Lúcia Vieira
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Caçarolas,
De barro grosso ou fino
branco e amarelo e até preto
quadradas, rectangulares ou ovaladas
ao forno vão em dias de festa com o petisco
Celebram nascimentos, baptizado sou casamentos
nelas se fazem os bons assados ,
o arroz de miúdos
da cabrito e pinhões
e castanhas
assadas ou o rojões
Sempre andam na trabalheira
Até no Natal nelas os
perus se assam
é uma procissão de
caçarolas
entram e saem dos
fornos quentes
à espreita e com medo das colheres de pau
não venham com
apressa e lhes dêem uma dentada fatal
que lhes salte o verniz e toda a graça da sua beleza natural !
01/06/2014
Lúcia Vieira
Coroação!
Coroaram o nosso dia de cinzento
As nuvens fizeram-se traquinas e zangadas
Deixaram registados, os seus queixumes
nos chãos pretos e nos que não são
as lamas amassadas e empapadas
Choveu , choveu, choveu
Mostraram a todos o que
são e como são
Fizeram-se ver, fizeram -se ouvir
Regaram os campos secos com as
palavras
vieram molhadas
e compridas
O Sr frio mostrou –se tonto,
perante a firmeza da chuva
Ambos fizeram dizer
Palavras curtas enraivecidas
no cinzento deste dia, a chuva não
se calou todo o dia
Bateu o pé, abriu as tampas ao medo,
venceu!
Uma surpresa!
Com serenidade e bom senso se afastarão
com certeza!
Afinal foi uma coroação!
Uma coroação em forma de chuva!
06/06/2014
Lúcia Vieira
domingo, 1 de junho de 2014
Dia mundial da criança
As melancias na minha infância
Genuinamente portuguesas
Nada de importações,
Eram semeadas no meio dos vinhedos ou nas hortas
Vizinhas dos feijoeiros, das abóboras, pepinos
Pimentos e tomateiros pelos agricultores do norte
Cresciam como podiam e se faziam adultas
Eram redondinhas ou levemente ovaladas
de casca fina , muito verdinha com raio brancos grandes e doces
Cresciam o que tinham de crescer e só eram mesmo colhidas quando estavam boas para comer
Nada de hormonas para crescer
As melancias da minha infância
Tinham um sabor autêntico, verdadeiro da fruta
Pela doçura, frescura e do genuíno sabor
Mais a cor de um coração eram muito
Cobiçadas no verão pelas crianças
E no ímpeto de as saborearem
Antes do tempo da maturação
As iam apalpar ou “capar”
para ver se estavam maduras e
com elas se deliciarem
Engano e inocência da criancice
de tanto as mexerem ficavam tolheitas
e ali apodreciam nos vinhedos ou hortas
sem darem o prazer final de
nelas se cortar uma fatia !
as melancias da minha juventude eram massacradas
É por isso, que agora as comemos importadas ?
Que neste dia ,todas as crianças tenham pelo menos uma melancia para colher !
01/06/2014
Lúcia Vieira
quinta-feira, 22 de maio de 2014
O despique eleitoral
São forças da natureza humanamente naturais
O Sol mor, a chuva cristã e o vento social
Em maio decidiram firmemente entrar num rude despique
Numa aposta competitiva fraca de valores e ideias, sem
precedente
São todos muito intelectuais e doutores com
responsabilidades
Mas no terreno quando inquiridos, são negativos
Evasivos, fraquejam e gaguejam com excitação, nada dizem
pois então
O sol quer abrasar todos mas apenas traz o rasto das
queimaduras
Já feridas profundas em algumas peles corporais
O vento quer soprar mais forte e levar os lixos pelos ares
Mas deixa de fora do protesto, intactos os impostos e juros
europeus
A chuva com a sua forte fé, molha e estraga tudo sem licença
Parecendo querer exterminar os vírus instalados da secura do
sol mor
Mas alguém de Pé, de pé firme protesta com viva voz feminina
Pelas praças ruas e jardins fazem seus ecos consideráveis mas
inúteis ao vento
E também mesmo os que andam a pé em caravanas cuidadas
Em desnorte real da pertença monarquia
Não deixam passar nenhuma mensagem de alegria
Uma campanha triste, fraca esvaziada de um discurso útil e
esclarecido.
Ausente de eloquência e firmeza de ideias objectivas
Uma pobreza política!
21/05/2014
Lúcia Vieira
Pensamento metafórico
São uns senhores adultos
Já têm cabelos grisalhos
Gladiam-se com palavras
Usam metáforas às vezes
Falam ao desbarato de tudo e de nada
Pouco requinte nos discursos, gastos
Usam a astúcia dos mercadores venezianos
Vendendo a ilusão de lutar por melhorar o país
Idolatram o passado personificado
Vendem-se barato, por viagens e escritórios em Bruxelas
Alienaram e querem alienar o futuro dos mais juvenis
Mesmo numa coligação nacional andam à deriva
Desnorteados e preocupados com o Sr. José
Nem com submarinos ou radares sofisticados
Encontram o ponto do destino final
Acabem com isso, façam um acordo!
Não dividam o país!
Dêem a voz ao povo, ao mestre e aos mestres de Avis
Impugnem a venda nos tribunais do meu país, já triangular!
Não se deixem mais uma vez enganar!
Chamem o Tribunal Constitucional
Sem desespero ou fatalismo!
22/05/2014
Lúcia Vieira
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