quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O Natal de 2015

O Natal de 2015
Com antecedência, juntei todas as estrelas do Céu
E perguntei-lhes o que neste Natal vos devia desejar
Elas em uníssono responderam: 
- Lúcia! Poesia, muita poesia, para não variar!
Eu assim faço, sou bem-mandada
Sem reticências, nem subterfúgios
Nos Seus os meus desejos logo pus
E escrevi…
Se já é quase Natal
Então porque ficar triste?
Deixemo-nos levar e envolver
Pela magia, que neste ar existe
E se já é quase Natal!
Porque as luzes nas ruas se acenderam
Deixemo-las brilhar por todos os lugares
Como peças de cristal e deixemo-las
Ser os mágicos para fazer e trazer
Muita alegria a todos, principalmente, às crianças
Deixemos então aqui as lembranças do Amor, da Paz,
da Saúde e da Educação ,todos os direitos, sem Restrição!
Se unirmos todos estes valores
Neste Natal a Felicidade haverá para todos Vós
E os corações se encherão de Alegria, Paz e Harmonia!
Se já é quase Natal
Então porque ficar triste?
Deixemo-nos levar e envolver
Pela magia, que neste ar (já) existe... Feliz Natal!
26/11/2015
Lúcia Vieira

sábado, 9 de maio de 2015

O maio á grande e tem muita pinta!

O maio é grande e tem muita pinta!
As cerejas já pintam, por aí!
No mês de maio, as mães estão, pintam ,ainda mais felizes!
Os filhos fazem-lhes festas e festinhas com muitos, muitos beijinhos, alguns 
bouquets de lindas flores,caixas de chocolates e frascos de perfumes ,
em singelo ,a dobrar e ou a triplicar, sempre uma carrada de mimos!
Miminhos bons!
Os beijos, esses, são cheios de mel e ternura,
são docinhos e enchem de orgulho , a alma das mães , as nossas !
Os beijinhos que em maio recebemos, saboreámo-los sempre com um 
carinho especial e magia, como em cada dia!
Mas também é seguro dizer,
que com eles ficamos ainda mais carinhosas, inebriadas de doçura e o 
coração cheio de mais amor,
e relembramos, emotivamente ,o dia em fomos mães ,
daqueles beijos tão ternos 
Eles dão-nos o amor que colocamos sempre entusiasticamente no nosso 
dar e no nosso receber. 
Com toda a ternura recebida e dada dos filhos ficamos babadas, babadinhas! 
Felizes! Muito felizes!
O maio faz e traz muita felicidade a muita gente, por motivos variados.
É um mês muito colorido, pintadinho
pelos pontinhos vermelhos das papoilas e das cerejas,
dos amarelos das maias e malmequeres, 
dos roxos do rosmaninho e alfazema, 
dos brancos das estevas e malmequeres brancos,
dos diferentes verdes das folhas que a primavera renovou.
Em maio as searas, já estão frondosas!
Nelas as papoilas cantam e dançam, os sorrisos que elas merecem! 
Nas cerejeiras coram de satisfação as cerejas 
orgulhosas da sua cor rubi e já do seu doce sabor 
Os passarinhos, esses cantam alegres e orgulhosos,
dão gargalhadas pelos seus novos ninhos,
os lares , abrigos dos futuros filhinhos.
Voam mais felizes e com muita leveza, também!
No mês de maio, mês das maias,
às giestas e às flores roxas das abelhas,
podemos vislumbrá-las, em grandes extensões , 
e assemelhá-las às colchas de seda estendidas 
nas janelas ou no chão em dias de religiosa procissão 
onde se destaca o bordado cuidadoso e perfeito,
cravado sem agulha pelo fio branco ,amarelo e roxo das flores amarelas, 
brancas e roxas que nasceram livremente da primavera 
Em maio a natureza tem pinta, deslumbra nos com todo o seu encanto 
Natural e com o invulgar colorido e perfume!
As árvores de fruto, que já estiveram floridas,
enchem-se em maio , de frutos verdinhos 
que amadurecerão nos meses que se seguem, de verão 
e encherão as cestas e as prateleiras dos supermercados.
Então a fartura imperará! Imperará só para alguns! 
O maio é grande e tem muita pinta!
E as cerejas continuarão a pintar até finais de junho,
a fazer as suas corridas pelos mercados 
e nas bermas das estradas, cheias de ervas e sem cantoneiros, por lá. 
Aparecerão vaidosa e corajosamente, em tamanhos grandes e pequeno
Dentro de lindas canastras vestidas de cartão, madeira ou plástico, 
envergando , espera - se, sempre a faixa da sua origem ! 
O seu preço justo pinga, ou não!
Mas, o lucro, só pinga para alguns, pela certa!
O trabalho, também, só pinga para alguns!
O sabor só pinga para alguns, não tenho dúvidas!
O maio é grande e tem muita pinta, já não sei se sim se não!
Por todo o lado e nos jardins, principalmente, há flores de mil formas e cores!
È como se a primavera não terminasse nunca!
O maio é grande e tem muita pinta!
Muita pinta tem o maio e é grande!
Tem 31 dias e o salário para alguns não pinga, nem pinta!
É como as cerejas para uns pintam, outros não! 
Em maio pintam, em grande, de todos os gostos políticos, as promessas com 
pinta, ou não!
Obs. (Eu também os recebi muitos beijinhos e confesso foram gostosos, muito gostosos mas desta vez não os dei à minha querida mãe. Estava longe, só geograficamente, mas pensei nela com muito carinho, dei-lhe beijinhos no pensamento, como se estivesse ali ao pé dela juntinha à sua face!)
08/05/2015
Lúcia Vieira

quinta-feira, 19 de março de 2015

Hoje, dirijo-me a todos os pais para vos desejar um Feliz dia !
Eu tenho o coração apertado e prisinoeiro da saudade!
Foi há dez anos nenos oito dias que o meu pai partiu sem se despedir de mim
Perdeu a vida num acidente e morreu sozinho
Nem sei qual foi o seu grito final!
Só sei que ele  me amava e  eu a ele
O meu pai não era muito dado a festinhas, nem colos, era um homem duro e mouro  do trabalho, muito responsavel , critico, sério e honesto um belo homen de silhueta alta e elegante de olhos azuis cor do céu, onde deve estar a olhar por mim . Foi nestes valores que me e nos  criou e educou  com a minha mãe , uma mulher decidida determinada forte e corajosa  para que nada faltasse aos seus filhos O meu pai era inteligente,  prudente e educado  mas ninguém ousasse beliscar seus filhos!O meu pai  tudo fazia pelos seus filhos eu e  meus irmãos!
O meu pai andava sempre de cabeça erguida com vaidade,  às vezes usava um boné principalmente qaundo ficou quase careca e grisalho.
 Eu seique o meu pai anda sempre a pensar em mim e nos seus outros tres filhos, apesar de lá, lá, onde chamam céu  e eu não o ver mas sinto:
 Ele está em mim ainda como se fisicamente me abraçasse e levasse  diariamnet ao café ao fim das refeiçoes para a  bica , o expresso o simbalino que ele tanto adorava:O meu pai adorava café bom e curto e tinha por ele um vicio danado por café. Vinha-lhe da sua mae , minha avó uma tripeira  de olhos azuis  do Porto , que conquistou o coração duro do meu avô, um abastado agricultor, homem  de caça, de negócios e boémio também, onde ela estivesse,estava  a cafeteira do café
 Eu amo meu pai e ainda me faz muita falta  me ajudar a viver e  para me levar ao café!
 Pai! Se me perguntas  onde te tenho guardado ,eu respondo-te:  Estás aqui!Onde eu estou, tu estás  Estás em mim ! No meu coração que é teu prisioneiro sem liberdade de partir!
 
 Beijo-te Pai ! Beijo-te!
 19/03/2015
Lúcia Vieira

sexta-feira, 6 de junho de 2014


Caçarolas,
De barro grosso ou fino
branco  e amarelo e até preto
quadradas,  rectangulares ou ovaladas
ao forno vão em dias de festa com o petisco
Celebram nascimentos, baptizado sou casamentos
nelas se fazem os  bons assados ,
o  arroz   de  miúdos da cabrito e pinhões
e  castanhas  assadas  ou o rojões
Sempre andam na trabalheira
Até no Natal nelas os perus se assam 
é uma procissão de caçarolas
entram e saem   dos fornos quentes
à espreita  e com medo das colheres de pau
não venham com apressa e  lhes dêem  uma dentada fatal 
 que  lhes salte o verniz e  toda a graça da sua  beleza natural  !  
01/06/2014

 Lúcia Vieira 
Coroação!
Coroaram o nosso dia de cinzento
 As nuvens fizeram-se traquinas e zangadas
Deixaram registados, os seus queixumes
nos chãos pretos e  nos que não são
as lamas amassadas e  empapadas
Choveu , choveu, choveu
Mostraram a todos o que são e como são
Fizeram-se ver, fizeram -se ouvir
Regaram os campos secos com as palavras
vieram   molhadas e compridas
O Sr  frio mostrou –se tonto,
perante a firmeza da chuva
Ambos fizeram dizer
Palavras curtas enraivecidas
no cinzento deste dia, a chuva não se calou todo o dia
Bateu o pé, abriu as tampas ao medo, venceu!
Uma surpresa!
Com serenidade e bom senso se afastarão com certeza!
 Afinal foi uma coroação!
 Uma coroação em forma de chuva!
 06/06/2014

 Lúcia Vieira 

domingo, 1 de junho de 2014

Dia mundial da criança 
As melancias na minha infância
Genuinamente portuguesas
Nada de importações,
Eram semeadas no meio dos vinhedos ou nas hortas
Vizinhas dos feijoeiros, das abóboras, pepinos
Pimentos e tomateiros pelos agricultores do norte
Cresciam como podiam e se faziam adultas
Eram redondinhas ou levemente ovaladas
de casca fina , muito verdinha com raio brancos grandes  e doces 
Cresciam o que tinham de crescer e só eram mesmo colhidas quando estavam boas para comer
 Nada de hormonas para crescer
 As melancias da minha infância
Tinham um sabor autêntico, verdadeiro da fruta
Pela doçura, frescura e do genuíno sabor
Mais a cor de um coração eram muito
Cobiçadas no verão pelas crianças
E no ímpeto de as saborearem
Antes do tempo da maturação
 As iam apalpar ou “capar”
para ver se estavam maduras  e com elas se deliciarem
Engano e inocência da criancice
de tanto as mexerem ficavam tolheitas
e ali  apodreciam nos vinhedos  ou hortas
sem darem o prazer final  de nelas se   cortar uma fatia !
as melancias da minha juventude eram massacradas
É por isso, que agora as comemos importadas ?
Que neste dia ,todas as crianças tenham pelo menos uma melancia para colher !
01/06/2014

 Lúcia Vieira 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

O despique eleitoral
São forças da natureza humanamente naturais
O Sol mor, a chuva cristã e o vento social
Em maio decidiram firmemente entrar num rude despique
Numa aposta competitiva fraca de valores e ideias, sem precedente
São todos muito intelectuais e doutores com responsabilidades
Mas no terreno quando inquiridos, são negativos
Evasivos, fraquejam e gaguejam com excitação, nada dizem pois então  
O sol quer abrasar todos mas apenas traz o rasto das queimaduras
Já feridas profundas em algumas peles corporais
O vento quer soprar mais forte e levar os lixos pelos ares
Mas deixa de fora do protesto, intactos os impostos e juros europeus  
A chuva com a sua forte fé, molha e estraga tudo sem licença
Parecendo querer exterminar os vírus instalados da secura do sol mor
Mas alguém de Pé, de pé firme protesta com viva voz feminina   
Pelas praças ruas e jardins fazem seus ecos consideráveis mas inúteis ao vento
E também mesmo os que andam a pé em caravanas cuidadas
Em desnorte real da pertença monarquia
Não deixam passar nenhuma mensagem de alegria
Uma campanha triste, fraca esvaziada de um discurso útil e esclarecido.
Ausente de eloquência e firmeza de ideias objectivas
Uma pobreza política!
21/05/2014

Lúcia Vieira 
Pensamento metafórico  
São uns senhores adultos
Já têm cabelos grisalhos
Gladiam-se com palavras
Usam metáforas às vezes
Falam ao desbarato de tudo e de nada
Pouco requinte nos discursos, gastos
Usam a astúcia dos mercadores venezianos
Vendendo a ilusão de lutar por melhorar o país
Idolatram o passado personificado
Vendem-se barato, por viagens e escritórios em Bruxelas
Alienaram e querem alienar o futuro dos mais juvenis   
Mesmo numa coligação nacional andam à deriva
Desnorteados e preocupados com o Sr. José
Nem com submarinos ou radares sofisticados
Encontram o ponto do destino final
Acabem com isso, façam um acordo!
Não dividam o país!
Dêem a voz ao povo, ao mestre e aos mestres de Avis
Impugnem a venda nos tribunais do meu país, já triangular!
Não se deixem mais uma vez enganar!
Chamem o Tribunal Constitucional
Sem desespero ou fatalismo!
 22/05/2014

 Lúcia Vieira  

domingo, 18 de maio de 2014

Portugal no TOP

Portugal no TOP
Há quem faça sobressair 
Que no meu país, também teu 
Que há encontros felizes 
Turismo de qualidade
Que nos deixa muito honrados 
Falam da nossa paisagem serrana
Do mar sereno e azul
Dos encantos escondidos 
Na simpatia e melancolia 
Revelados na canção fado
Na sardinha assada, no presunto…
Em toda a gastronomia
Há páginas de história viva
Das descobertas feitas com bravura
Inscritas no calcário dos monumentos
Com todo o engenho e sabedoria
Sabiamente foram pelos americanos
Elogiados
Mas os europeus, invejosos
Ficam silenciados ou penosos
Querem o nosso “ouro”
Que com o corpo sacrificámos
18/05/2014
Lúcia Vieira

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O meu desassossego
O sol, hoje, não brilha mais que ontem
 O sol marcou o encontro com o dia
À sua hora marcada apareceu
No seu horizonte brilhante
E deu luz ao telhado da minha casa
Trazia as notícias fresquinhas
Pelo bico de uma pomba grandinha
Altiva e determinada bicou
As migalhas que no telhado não havia
E voou desatinada para o das vizinhas
E lá também não encontrou seu alimento
Foi triste e desolada a pomba grandinha
Que poisou no telhado da minha casa
Fugiu de tristeza e não mais se viu
As pombas procuram as sementes que não hão
Nem nos telhados nem em lado nenhum
As pombas, infelizmente, passam fome
Como muitos outros que não nomeio
Mas estão identificados
Só os míopes intencionais
É que não vêem
Há muita fome no meu país
E eu estou triste e desolada
Como a pomba grandinha
Que bicou o meu telhado!

 15/05/ 2014
 Lúcia Vieira 
As nuvens encasteladas
Há no firmamento
Uma cor acinzentada raiada de claro
O sol espreita envergonhado
Entre as nuvens encaracoladas
Parecem montanhas verdadeiras
Com seus desenhos e formas de encantar
São os capítulos naturais da mãe Natureza
É o tempo na concertação da mudança
Muda inesperada e tendencialmente
Da noite para o dia
E do dia para a noite
Tudo muda 
A maior parte das vezes de uma forma imatura
Até parece a Europeu no seu esplendor
A afundar Portugal
Até a CNE opina  
Que não há violação da imparcialidade
Ao previsto anúncio anunciado do dia dezassete  
Salvo outras melhores opiniões,
Uma opinião desastrosa em tempo de liberdade
Por alguns já contestada
Mas que de nada valerá a pena
Se continuar neles a votar
Não te deixes enganar
De tudo uma opinião crítica deve fazer
Sobre tudo o que ouves e vês fazer
Uma censura política, social e moral
Devemos continuar
Dando primazia ao diálogo  
Um outro país deve ser
Poder ver outra vez, as nuvens encasteladas
16/05/2014
Lúcia Vieira

segunda-feira, 12 de maio de 2014

 A luz  da intimidade
 Deste-me a mão
 Despiste-me
Fiquei nua
Sem roupa
Nenhuma
E na minha
Singela fragilidade e inocência
Despida de tudo menos dos sentidos
Deitaste -me na tua cama
Apagamos ao mesmo tempo a luz
Com a minha voz baixinha
Li-te um poema do amor
E declamei-o baixinho
Ao teu ouvido falei, sem medo  
O meu segredo
Mesmo sem luz!
 12/05/2014

 Lúcia vieira 

 Quotidianices!
Quando a manhã, a tarde ou a noite chegam
 Há pelo mundo um rodopio
 A rodopiar
Ligar!
 Desligar!
Liga esquentador, que não é inteligente
Desliga esquentador
Liga microondas
Desliga microondas
Liga máquina do café
Desliga máquina do café
Liga máquina da roupa
 Desliga máquina da roupa 
 Liga máquina da loiça
 Desliga máquina da loiça
 Liga jarro eléctrico
 Desliga jarro eléctrico
Liga aspirador mesmo o central
 Desliga o aspirador
 Liga fogão
Desliga fogão
 Liga televisão
Desliga televisão
 Liga carro
 Desliga carro
 Liga telemóvel
 Desliga telemóvel
Liga aparelhagem
Desliga aparelhagem de som
Liga rádio
Desliga rádio
Liga guitarra
Desliga guitarra
Liga alarme
Desliga alarme

 Liga ipfone
 Desliga iphone
 Liga iPad
 Desliga IPad
 Liga iPod
Liga computador
Desliga computador
Liga interruptor
Desliga interruptor
 Andamos todos na liga desliga
 É esta agora a nossa vida
A ligar e a desligar
 Mas, que estas ligações andam todas ligadas, isso andam
Sem o liga desliga já não somos nós,  já não somos nada !

Liga e depois desliga!

 12 de  maio de 2014
 Lúcia vieira




domingo, 11 de maio de 2014

Escadas da vida !

Escadas da vida!
Confesso, eu me confesso 
Subo e desço-as muitas vezes 
Diariamente e por vários motivos 
E nas subidas e descidas 
Sinto as pernas estremecer 
A abanar como figos maduros 
Penso mil coisas sobre esses tremeliques 
E distanciando-me deste estremecimento 
Usando um poucochinho do universo
Da sabedoria que alguém inteligente me deu
E por sua ordem seguro-me e agarro-me ao corrimão
Subindo-as agora firmemente de barriga encolhida
Com as Costas direitas e o peito de ar cheio
Para não cair nem estremecer mais
E quando o faço sinto que estou
Tomando a tua mão, meu Amigo
E sinto-me segura, assim contigo!

11 de maio de 2014
Lúcia Vieira

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Iluminai! Iluminai!
Ponto de luz
Um ponto
Outro ponto
Uma luzinha
Outra luzinha
Conjugados e unidos
Formam um ponto de luz
Na ponte dos caminhos
Com a iluminação e de Iluminado
Como um letrado sem lição
Iluminai os cegos da cegueira política
Deixai a malta ser feliz
Deixai a luz brilhar nos meus ou nossos olhos
E só a felicidade dominar
Deixem – me apenas ser  eu ,ser Feliz!
 24/03/2014

 L.Vieira 

Poligamia

Poligamia
Eram Seis papoilinhas, encarnadas
Nasceram entre as pedras da calçada
E o poste da luz num passeio,
Circundante da estrada nacional
 Bastante frequentado
E quando já estavam crescidas
Olhavam o mundo com seus olhitos negros
Usavam vestidinhos de veludo encarnado
Com decotes arrojados e saltos altos
Elegantes lá estavam  
Dias e dias as seis Papoilinhas
Numa conversa animada
Foram abordadas ousadamente
Por cinco Malmequeres
Namoradeiros e branquinhos  
Cortejando-as uma a uma
O primeiro disse:
-Eu gosto de ti
Depois o segundo disse:
- Eu gosto de ti
 O terceiro disse:
- Eu gosto de ti  
 O quarto disse:
- És muito bonita, gosto de ti
O último falou para as duas últimas papoilas
E numa vozinha arrastada disse:
- Eu gosto das duas
O malmequer viveu uma vida de poligamia
Todos viveram felizes para sempre
Mas o malmequer polígamo
Não teve Papoilinhas 
Nem malmequerzinhos
Uma consequência da consequente opção!
8/05/2014
Lúcia Vieira
 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Voar

Voar!
Voar já não é só coisa de aves
Hoje, em dia tudo voa
Já nada me espanta
Nesta era especial
Voa o papel
Voam as folhas
Voam os eurinhos 
Do bolso dos portugueses
Com a ajuda do Dr. Pedro P Coelho 
E da Troika, sua inspectora atenta,
Disciplinada e rigorosa
Mais a sua usura e avareza
Tudo nos querer em tirar
Euros, pele, couro e cabelo
Para os “alemães” enriquecer
Ai, a esses sim, nada lhes voa
Antes pelo contrário  
Muito atentamente
Tudo trazem controlado
Sem um beliscão
Ou sem um descuidinho
Lá vão os nossos euros 
Tlim, Tlim,Tlim a voar  para os seus bolsinhos

05/05/2014

Lúcia Vieira 

Em maio pintam as cerejas

Em maio pitam as cerejas, na terra quente
Esse carnudo e saboroso fruto
É primavera ainda
Nos campos e serranias as carquejas e urzes
Continuam a sorrir apesar da secura
Para nuvens das gentes aí espalhadas
Nas searas de trigo serôdio
 As papoilas já dizem da liberdade
Dizem os segredos em surdina, os guardados
Contam a verdade de um povo
Em maio saltam os gafanhotos aflitos
Com os lagartos a rastejar de pescoceira, hirtos
Das palavras que nos jornais se escreveram
Os versos de uns poemas esquecidos
Nas folhas de uma figueira seca
De um poeta desconhecido mas distinto
Enegrecida está a figueira pelo tempo e pelo desgosto
Ultrapassada pelas cerejas que já pintam na cerejeira
Quando  já estiverem redondinhas e vermelhinhas 
Vou fazer uns brincos de princesa
Para usar  nas orelhas na festa, que vem aí
Redondinhas, carnudas e apetitosas
Vou -as trincar numa tarde quente de primavera
Contigo a meu lado a olhar o mundo
Em maio pintam as cerejas!
 07/05/2014

 Lúcia vieira 

sábado, 3 de maio de 2014

O amanhecer

 Acordei sem sono
 Ergui-me e abri uma janela
Vi o sol a espreitar por ela
Era o dia 3 de maio a acordar
Espreguicei-me com firmeza
Mas os ossos se queixaram, rangeram
Então, lavei a cara para ficar mais acorda
Acordei definitivamente de madrugada
Ao pé da vidraça da cozinha
Fiquei sossegadinha
A ouvir os pássaros
E eles acordaram barulhentos  
Estavam desassossegados
Andam num virote
De telhado em telhado saltitando
Levam um lembrete no bico
Andam a espalhar
Que amanhã é o dia da Mãe!

3 de  maio 2014

 Lúcia vieira

sexta-feira, 2 de maio de 2014